
Parece nome de novela, mas é um dos filmes que mais me marcaram em 2009. Por amor, fala de amor, puro e simples, na sua essência, sem demasia, como se diz, na medida certa! Ashton Kutcher e Michelle Pfeiffer faz da história, algo bonito de se ver e para os corações mais sensíveis é de chorar. Linda e Water tem um histórico familiar bem trágico em comum. Ele perdeu a irmã, ela o marido, e na busca da superação dos seus traumas se apegam emocionalmente. Linda tem um filho surdo incapaz de lidar com a perda do pai, problemático, se mete em muitas confusões até conhecer e se afeiçoar ao Water. A dor juntou essas três pessoas na tentativa de um amenizar o sofrimento do outro. O filme tinha tudo para cair na monotonia sem fim, um filho rebelde, uma mãe desamparada mais um bonitão carente. Mas não cai. Ashton tem uma atuação estranha, meio forçado em algumas cenas. Michelle consegue falar só com olhar, nesse filme, ela atua de verdade e convence.A direção de David Hollander consegue dramatizar e não cair em um clichê novelístico. A gente consegue perceber o que o filme quer dizer. O amor vence o ódio, vence a raiva, vence o sofrimento, as angústias. O desespero tem limite assim que se encontra a magnitude do poder de amar. A vida fica bem mais fácil, e tudo se encaixa perfeitamente quando nos propusemos a (ou temos a sorte de) viver esse sentimento.
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