
Não é nenhuma novidade a linguagem utilizada por esse filme, ficção, realidade distante, futuro, beleza modelada pela sociedade, imortalidade. O ideal de beleza sonhado por tantos no mundo, acontece através de avatars. Isso, avatars, mas não aqueles de Pandora, o filme de maior indicação ao Oscar 2009, Avatar, do James Cameron, esses são diferentes, não lutam para salvar a natureza da fúria humana. Não lutam por nenhum objetivo grandioso para salvar a humanidade ou a natureza ou qualquer coisa que seja. O filme é uma crítica bem feita aos modelitos hollywoodianos, ou das passarelas de Paris, Milão, Nova York ou São Paulo. Ser belo no mundo dos Substitutos é bem fácil, vai numa loja e compra seu avatar, perfeito, rosto sem rugas, mãos e pés sem pregas, pescoço lisinho, cabelos impecáveis, tudo como manda o figurino das celebridades, e quem não quer ser uma hein? Bruce Willis, o papel central, um policial, da película de Jonathan Mostow, usa seu próprio robô para descobrir crimes cometidos a outros avatars. Ao perder seu boneco, vai com seu próprio corpo, correndo todos os riscos, tentar decifrar quem está sabotando essa tecnologia. Os personagens foram inspirados em quadrinhos e a história se passa em 2054. Este, ao contrário do indicado ao Oscar, é bem menos cansativo, por ser curto e mais interessante por render, com certeza, muitas discussões antropológicas acadêmicas.
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