
Grande cotado ao Oscar deste ano, Guerra ao terror, não vai me decepcionar se levar a estatueta. Um filme de guerra, que mostra uma guerra sem propósito, sem pé nem cabeça, a do Afeganistão mas a película não entra nos méritos da guerra, politicamente falando. Não mostra os dois lados da história, não traz bandidos e mocinhos. Mostra três soldados americanos, cuja a missão é desarmar bombas, que já existiam no país e foram espalhadas por talibãs em toda a região. No início da missão usam robôs e roupas especiais, mas no decorrer dos acontecimentos, se dão conta que só de mãos livres, sem robôs, sem máscaras, sem nada, e de cara com os artefatos é que a missão consegue ser cumprida. O corajoso Willian James, interpretado por Jeremy Renner (atuação fantástica) mete a cara, literalmente, correndo todos os riscos, tentando desarmar as bombas. Ao seu redor, dando cobertura, JT Sanborn (Anthony Mackie) e o Owen Eldridge (Brian Geragthy), igualmente sensacionais nos papéis de soldados assustados com tudo e com todos. O filme, faz isso, assusta, aflige, angustia. Através de um perfeito jogo de câmeras, a diretora Kathryn Bigelow, consegue nos transportar ao mundo realmente do terror, o suspense está presente a quase todo momento, você fica na espera do pior, sempre. Tiro todos os meus chapéus, faço todas as reverências ao brilhante trabalho de direção feito pela Bigelow. Um filme de guerra, bem diferente dos que vemos por aí, enxuto, limpo, perfeito.
Concordo o filme e muito bom, mais pra quem assiste falcão negro em perigo e platoon da pra comparar com esse filme.
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