
Baseado numa história real, esse longa nos traz muitos pensamentos. É por demais clichê. Mas um clichê bonito. É do tipo fazer o bem sem olhar a quem. Sandra Bullock (Leigh Anne) , rica, bem sucedida, branca, moradora do lado rico da cidade, conhece o Quinton Aaron (Michael Oher), pobre, abandonado, negro, morador da periferia. O filme conta a historia dessas duas pessoas, do rico que ajuda o pobre. É legal, comovente as vezes. Mas se perde um pouco pelo excesso de humor de Bullock e de sua admirável família perfeita. O big Mike é sensível, educado, alma pura, instinto protetor, não fala muito, mas sabe muito dar valor ao que tem e ao que ganha. Ganhou muita coisa de uma hora para outra, uma casa, uma cama, comida farta, um carro, uma família. Leigh e o marido, acreditou no potencial de Michael e apostou todas as fichas no garoto. E deu certo. Mike começou a se dar bem na escola e no esporte, futebol americano. Leigh é mãe, e como tal, protege, ama, acolhe, dá carinho infinito e é nisso que Michael se agarra com unhas e dentes para vencer na vida. Sorte. É a palavra que define a vida do estudante, sorte de ter encontrado tudo isso. Fico pensando em quantos Mike existem, nos EUA, no Brasil, no mundo inteiro, todos precisam de uma Leigh, mas nem todos tem, infelizmente. Daí me pareceu bem hipócrita, o diretor quis dramatizar, comover os corações mais sensiveis e acho que consegue. Parabéns para Sandra Bullock que levou o Oscar de melhor atriz.
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